
Sentir ansiedade faz parte da experiência humana. Ela pode aparecer antes de uma decisão importante, diante de uma mudança ou em situações que envolvem incerteza.
O problema começa quando a preocupação deixa de ser pontual e passa a ocupar grande parte do dia, afetando o sono, a concentração, o trabalho, os relacionamentos e a capacidade de descansar.
Alguns sinais costumam aparecer de forma repetida:
dificuldade para desacelerar os pensamentos;
preocupação excessiva com diferentes situações;
sensação constante de alerta;
dificuldade para dormir ou descansar;
irritabilidade e cansaço frequentes;
problemas de concentração;
autocobrança intensa;
dificuldade para aproveitar o momento presente.
Ter um ou mais desses sinais não significa, necessariamente, ter um transtorno de ansiedade. Ainda assim, quando esse padrão gera sofrimento ou começa a interferir na rotina, pode ser importante buscar uma avaliação psicológica.
Na Terapia Cognitivo-Comportamental, a ansiedade é compreendida a partir da relação entre situações, pensamentos, emoções e comportamentos.
Uma situação aparentemente simples pode gerar uma interpretação de ameaça. Essa interpretação influencia o que a pessoa sente e também a forma como reage.
Por exemplo:
Situação: receber uma mensagem do trabalho fora do horário.
Pensamento: “Aconteceu alguma coisa. Provavelmente fiz algo errado.”
Emoção: ansiedade.
Comportamento: verificar mensagens repetidamente, antecipar problemas ou continuar trabalhando mesmo durante o período de descanso.
Quando esse ciclo se repete, certos comportamentos podem acabar mantendo a ansiedade.
A TCC é uma abordagem estruturada e colaborativa. O objetivo não é simplesmente dizer para a pessoa “pensar positivo”, mas compreender com mais precisão os padrões envolvidos no problema.
O acompanhamento pode incluir recursos como:
psicoeducação sobre ansiedade;
identificação de pensamentos automáticos;
questionamento de interpretações;
experimentos comportamentais;
treino de habilidades;
monitoramento de sintomas;
mudanças na rotina;
tarefas terapêuticas entre as sessões.
As estratégias são escolhidas a partir da história, das dificuldades e dos objetivos de cada paciente.
Pensamentos automáticos são interpretações que surgem rapidamente diante de determinadas situações.
Eles podem aparecer na forma de frases como:
“Eu não vou dar conta.”
“Alguma coisa ruim vai acontecer.”
“Se eu errar, tudo vai dar errado.”
“Preciso resolver isso agora.”
Na terapia, esses pensamentos podem ser examinados de forma mais cuidadosa, considerando as evidências disponíveis e buscando interpretações mais precisas e funcionais.
O objetivo não é substituir pensamentos negativos por pensamentos positivos, mas desenvolver uma maneira mais equilibrada de interpretar as situações.
Sim. Em algumas pessoas, a ansiedade aparece associada a padrões elevados de cobrança pessoal, medo de errar e sensação constante de que é preciso produzir mais.
Isso pode criar um ciclo de tensão:
cobrança → ansiedade → excesso de controle → cansaço → queda de desempenho → ainda mais cobrança.
Identificar esse funcionamento permite trabalhar não apenas os sintomas, mas também os padrões que contribuem para sua manutenção.
Não é necessário esperar que a ansiedade se torne insuportável.
A psicoterapia pode ser considerada quando pensamentos, emoções ou comportamentos começam a gerar sofrimento persistente ou interferem na vida profissional, acadêmica, social ou pessoal.
Também pode ser útil quando você percebe que tenta controlar a ansiedade de diferentes formas, mas continua repetindo os mesmos ciclos.
A terapia online acontece por videochamada, em sessões individuais e confidenciais.
No acompanhamento com Lucas Leitão, as sessões têm duração de uma hora e são organizadas a partir de uma formulação individualizada e de objetivos terapêuticos definidos em conjunto.
O processo pode incluir monitoramento da evolução, materiais de apoio, experimentos comportamentais e estratégias para serem aplicadas também fora das sessões.
O atendimento está disponível em português e inglês.